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Douro Património Mundial

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Armamar é o município de toda a região do Douro com mais quilómetros de fronteira com o leito do rio Douro.

Santo Adrião, Vila Seca, Folgosa, Vacalar e Fontelo são as freguesias a norte do Município que confrontam com o Douro que, por sua vez, delimita a fronteira do Município de Armamar e do Distrito de Viseu.

Estas povoações centram a sua atividade na agricultura, nomeadamente na produção de vinho e de azeite. Diversos costumes estão intimamente relacionados com esta proximidade ao rio: na Folgosa, por exemplo, fazia-se muita pesca artesanal, costume que se vem perdendo.

 

A paisagem

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Da foz do rio Tedo até perto da Barragem de Bagaúste a paisagem norte do Município é marcada pelo maravilhoso anfiteatro das vinhas onde se cultivam e produzem os vinhos durienses, com especial destaque para o mundialmente conhecido Vinho do Porto.

Na primavera começam a despontar as videiras, depois do período de repouso vegetativo do inverno, e o vale do Douro começa a ganhar cor. A partir desta altura desenham-se nos socalcos das encostas linhas verdes compostas pelas videiras. Apreciando a paisagem de pontos estratégicos, miradouros que existem de onde em onde, não se pode ficar indiferente à beleza da geometria que caracteriza a plantação das vinhas e desenho dos socalcos aproveitando as curvas de nível do terreno.

O outono, por seu lado, traz consigo logo a seguir às vindimas as cores avermelhadas e acastanhadas características e o início da época de descanso das videiras, cumprido que está o seu ciclo de produção de fruto. Nesta altura o cenário predominantemente verde dá lugar a uma paleta de cores bem diferente mas igualmente bonita.

Um fenómeno também interessante e que pode ser contemplado sobretudo no outono e inverno é o das neblinas da manhã. Muitas vezes, ao descer por uma das muitas

estradas que ligam as encostas ao rio é possível ver o Douro coberto por uma densa camada de nuvens, tal como as vemos quando viajamos de avião por cima delas.

No meio de todo este ciclo, de todas as alterações que se produzem nas vinhas corre o rio Douro. Em dias serenos as águas do rio proporcionam um espetáculo interessante: olhando seu leito pode ver-se como num espelho o cenário refletido das encostas proporcionando, no seu conjunto, uma imagem de rara beleza.

A História

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Com a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro em 10 de setembro de 1756 iniciou-se a Demarcação, processo que assentava na distinção entre vinhos de excelente qualidade e vinhos de qualidades inferiores, evitando-se que seguissem para exportação vinhos de inferior qualidade que causassem má reputação. Para assinalar os limites das demarcações estabelecidas eram colocados marcos em granito.

A primeira demarcação em 1757 distinguia entre vinhos de “feitoria” e “zona provável de feitoria”. No espaço que hoje pertence ao Município de Armamar nenhuma quinta ou produtor obteve a classificação máxima, isto é, vinhos de “feitoria”. No entanto, toda a zona a leste de Parada do Bispo até à foz do rio Tedo foi classificada como “zona provável de feitoria”. Aqui estavam incluídas: Balteiro (Vilar e Vista Alegre), Quinta da Foz e Pedra Caldeira, Folgosa (Quinta dos Frades), Marmelal e Santo Adrião (Quinta de Pai Calvo e Quinta das Poldras). Nesta primeira demarcação foram colocados 201 marcos de “feitoria”.

As segundas demarcações em 1758 surgiram por imposição do Rei que quis anular as primeiras por haver situações de favorecimentos ilícitos. Assim, o marquês de Pombal anulou tudo quanto havia sido feito no ano anterior e procedeu-se a novas demarcações. Em Armamar não houve ainda inclusão de vinhos de “feitoria”.

Nas demarcações de 1761 já foram incluídas quintas da terra de Armamar. Desde Balteiro até à Quinta dos Frades (Quinta de Vilar, Pedra Caldeira, Foz do Temilobos e Pedregal) e seguindo da Folgosa pela fralda da encosta até à foz do rio Tedo foram contemplados terrenos, muitos deles pertença da Quinta da Penha. Também a Quinta de Castelo Borges e a Quinta do Fojo no Marmelal foram classificadas como produtoras de vinhos de “feitoria”.

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Outros cursos de água em Armamar

Pelo território do Município correm alguns cursos de água que alimentam o Douro.

O rio Tedo, o afluente de maior caudal, nasce no Município de Moimenta da Beira e ao longo de uma boa parte dos seus 30 quilómetros serve de divisória natural entre os Municípios de Armamar e Tabuaço, indo desaguar a nordeste do Marmelal. De resto, desta povoação é possível apreciar a paisagem duriense com o ponto de encontro do Tedo com o Douro em primeiro plano.

O Ribeiro de Temilobos nasce a leste de Vila Chã da Beira (Tarouca) mas só a partir da zona de Lumiares é que o seu caudal se torna mais visível. Desagua no lugar da Foz, freguesia de Vacalar.

 

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