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Património religioso

É sem dúvida nenhuma riquíssimo o conjunto de igrejas, ermidas e capelas que se encontram espalhadas por Armamar.De entre todos o mais importante, classificado como monumento nacional, a igreja de São Miguel de Armamar.

Para além deste merecem destaque todo o conjunto de igrejas paroquiais, capelas, públicas e particulares. São monumentos vivos de uma época que retratam os costumes e as crenças dos povos que a elas se deslocavam em busca de conforto e à procura de auxílio nos momentos mais difíceis das suas vidas.

Muitos desses espaços estão associados também a romarias e feiras que tiveram importância no contexto local e regional. São os casos, por exemplo, das capelas de São Gregório em Santa Cruz e de Santa Ana no Vacalar e da ermida de São Domingos em Fontelo.

 

Igreja Matriz de São Miguel de Armamar

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Desconhece-se o ano da construção deste templo. É o único monumento nacional classificado do Município. Trata-se de um exemplar da arquitetura medieval (estilo românico).

Segundo a tradição a igreja terá sido construída com pedras do demolido Castelo de Armamar, antes da fundação do Mosteiro de Salzedas. As opiniões a este respeito dividem-se: há quem considere que a igreja foi fundada por Egas Moniz, aio do Rei D. Afonso Henriques; outros dizem que por iniciativa de Egas Moniz terá sido construído um primitivo templo, talvez uma capela, e não a atual igreja que lhe terá sucedido. De todas as opiniões regista-se como data provável da sua construção os finais do século XII, princípios do século XIII.

É bastante provável que a atual igreja tenha sucedido no tempo a uma antiga capela ou ermida da mesma invocação (anterior ao século XII) que tenha surgido de algum culto pagão castrejo.

O monumento sofreu obras de restauro em 1956 para lhe restituir a traça primitiva.

 

Ermida de São Domingos

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A referência mais antiga de que se tem conhecimento a S. Domingos data de 1163.

D. Afonso V deve ter visitado a ermida, na companhia da rainha D. Isabel em 1454, aquando da sua ida para a batalha do Toro. Também o seu filho D. João II e sua mulher D. Leonor terão feito o mesmo anos mais tarde. O motivo da visita deste último era o de pedir a intervenção divina para que lhe fosse concedido um sucessor. Voltaram a S. Domingos uma segunda vez em finais de 1483, já com o seu filho varão, o príncipe D. Afonso, nascido a 18 de maio de 1475.

De facto, casais que procurassem ter filhos e tivessem dificuldades em consegui-lo dormiam ao relento sobre a “pedra propiciatória”, ou “fraga da fertilidade”, que ainda hoje se pode ver junto da porta da sacristia da ermida.

A ermida de S. Domingos está situada num dos locais mais bonitos da região, pela magnífica paisagem que dali se pode contemplar. A cerca de 750 metros de altitude daqui se avistam territórios pertencentes a muitos Municípios e a três Distritos diferentes: Viseu, Vila Real e Porto.

O monumento é um exemplar típico das ermidas de romarias medievais. Da sua traça destaca-se o portal em ogiva e encimado pelo escudo das quinas sobre o qual assenta a coroa real. A porta lateral exibe tímpano românico próprio da arquitetura medieval.

 

Capela de Nossa Senhora das Neves (Marmelal)

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A Capela de Nossa Senhora das Neves é um pequeno templo implantado no centro do núcleo habitacional da aldeia de Marmelal. Apesar das diminutas dimensões e do caráter vernacular da sua arquitetura, o edifício destaca-se pela riqueza do património integrado. Nomeia-se o teto de caixotões em talha dourada e policromada, com painéis de motivos hagiográficos pintados a óleo e o retábulo-mor, também em talha dourada e policromada, que integra elementos maneiristas e barrocos. A capela surpreende pela integridade e autenticidade que ainda patenteia, o que a torna um exemplar raro.

A Capela de Nossa Senhora das Neves foi classificada como monumento de interesse público. Reflete os seguintes critérios constantes do artigo 17.° da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro: interesse do bem como testemunho religioso; valor estético, técnico e material do bem.

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Capela de São Gregório

Situa-se no alto de Santa Cruz e chega-se lá pela estrada que liga esta povoação à sua vizinha Cimbres.

A capela foi em tempos local de importantes romarias: oitavas da Páscoa e do Espírito Santo, ladainhas de maio e 11 de junho, dia de S. Barnabé.

Nos dias de hoje ainda se festeja o S. Gregório, a 12 de março, com festa religiosa e feira onde se podem comprar diversos produtos ligados às atividades agrícolas.

Grandes devotos de S. Gregório eram os trabalhadores assalariados das quintas do Douro. O dia 12 de março marcava o início de um ciclo em que passavam a ter direito às merendas, feitas de sopa e “conduto”.null

Tem sido feito um esforço por manter a tradição de realização da feira pois o crescente abandono da atividade agrícola tem feito perder a grande importância que a feira teve noutros tempos.

 

Capela de Santa Ana

Associada ao culto a Santa Ana está uma lenda curiosa: diz-se que a 26 de julho de 1727, dia de Santa Ana, o povo da aldeia ficou muito admirado por ter brotado água num local muito seco, até de inverno, chamado de Passadouro.

Mais se conta que aquelas águas tinham poderes milagrosos pois bastava que um paralítico nela se lavasse para começar a andar, ou um cego lá passasse água pelos olhos para que imediatamente começasse a ver.

Foi assim que o povo decidiu erguer naquele local um templo de adoração a Santa Ana. Tanto a igreja como a fonte construída ao seu lado se devem às esmolas e trabalho dos fiéis.

A romaria anual a Santa Ana, que ainda hoje se mantém, realiza-se no último domingo de julho.

 

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