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Património arqueológico

 

c5.1ePercorrendo o Município não é difícil perceber que a história da ocupação destas terras remonta muitos séculos atrás. São inúmeros os vestígios arqueológicos que têm sido postos a descoberto ao longos dos tempos, para já não falar dos que ainda estão escondidos, e que servem para comprovar que estas paragens foram servindo os interesses das diferentes civilizações que em distintos períodos da história por aqui estiveram e deixaram as suas marcas.

Os vestígios mais antigos da ocupação do Homem existentes no Município de Armamar remontam à pré-história. Já foram encontradas pequenas peças feitas em pedra que eventualmente terão sido instrumentos deste período.

Do período do Neolítico, e estendendo-se até à romanização, há uma imensidão de vestígios que comprovam o povoamento das terras de Armamar pelas tribos existentes neste período da história. Desta época chegaram até nós diversos vestígios de ocupação, uns mais identificados do que outros e, crê-se, muito outros locais de interesse existirão dos quais se não tem conhecimento: falamos dos castros, povoamentos fortificados posteriormente romanizados. Em Armamar terão existido diversos: em Vila Seca, no Monte Raso, entre Lumiares e São Martinho das Chãs, no monte de s. Domingos em Fontelo, etc. De todos eles o mais conhecido e melhor identificado é, no entanto, o castro de Goujoim.

c5.1dDa ocupação romana chegaram até aos nossos dias, para além de traços de arquitetura existentes em diversos monumentos, uma rede de vias (estradas), que faziam parte da importante rede viária da Penísula Ibérica. De referir a ponte romana em Santo Adrião, assim designada muito embora a construção seja posterior, onde terão existido umas poldras (construção muito usada no período romano que se resumia a um conjunto de pedras enterradas no rio) para atravessar o rio Tedo.

Na Idade Média, o território do atual Município de Armamar terá estado integrado numa importante circunscrição administrativa civil designada território “Timillupus”. Este território iria desde o lugar de Bagaúste, hoje freguesia de Parada do Bispo e Município de Lamego, abrangia a parte norte do Município de Armamar, compreendendo as freguesias de: Armamar, Arícera, Coura, Folgosa, Fontelo, Queimada, Queimadela, São Romão, Tões e Vila Seca indo até à zona da atual freguesia de Santiago.

 

O castro de Goujoim

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É a estância arqueológica mais conhecida do Município, classificado em Abril de 2013 Sítio de Interesse Público. Situa-se numa eminência rochosa sobranceira a Goujoim a cerca de 820 metros de altitude.

São bem visíveis restos de muralhas, algumas com bastante extensão e em bom estado de conservação. É possível ver também as ruínas de uma torre de vigia numa zona que se considera ter sido a entrada principal no perímetro protegido do antiga fortificação. Dentro do castro têm sido encontrados objetos diversos, nomeadamente fragmentos de cerâmica.

c5.1cPróximo do castro, e numa zona que se considera ainda de sua influência, situa-se uma necrópole. No espaço existe um conjunto de sepulturas e pequenas muralhas formando um conjunto arqueológico que carece de estudo.

Existe também um marco miliário, elemento delimitatório de territórios da época e é um dos três únicos exemplares existentes na Península Ibérica. Trata-se de um Terminus Augustalis já observado e estudado por arqueólogos que confirmaram a sua importância histórica.

Na zona é possível percorrer também alguns trilhos, restos de vias romanas que por ali passavam. De resto, pela região passavam na altura algumas das mais importantes vias romanas de toda a Europa.

No seu conjunto, o Castro de Goujoim é um complexo arqueológico de grande valor que muito pode esclarecer acerca dos povos que pelas terras de Armamar passaram em determinada época, ajudando-nos a conhecer os seus costumes que, certamente, se refletem ainda hoje nas nossas tradições.

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