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Figuras Ilustres

Cipião José de Carvalho

Nasceu em São Cosmado em 1865 e foi um médico de grande competência. Prestou ao longo de quase toda a sua vida os seus serviços de forma muito profissional.

Scipião José de Carvalho, assim assinava, foi o primeiro médico a utilizar as águas do Tedo, que prescrevia aos seus doentes para curar diversos males. Estas águas, colhidas na famosa Fonte da Dona Moira em Goujoim, foram estudadas pelo médico cirurgião e hidrologista Dr. Aboim Contreiras que a respeito dos seus poderes curativos publicou um estudo em 1932 intitulado As Águas Minero-medicinais do Tedo.

Cipião José de Carvalho foi uma figura muito popular em todo o Concelho de Armamar, não só pela fama do profissionalismo e entrega com que exercia a sua atividade mas também pela boa disposição no relacionamento que mantinha com todos. Mestre no discurso de improviso diz-se que era um prazer ouvi-lo.

Pai do Professor Doutor Aníbal Scipião Gomes de Carvalho, lente de matemática na Universidade do Porto, faleceu em 1926.

 

Fausto José dos Santos Júnior

c8.7Nascido em Aldeia de Cima, freguesia de Aldeias, em 1903 ficou mais conhecido pelo seu nome literário: Fausto José.

Licenciou-se em Direito em Coimbra, foi conservador do registo em Porto Santo (Ilha da Madeira), vereador e Presidente da Câmara Municipal de Armamar.

Mas Fausto José ficou conhecido e o seu nome correu o país inteiro por força da sua obra literária. Foi colaborador da revista Presença, sucessora da famosa Orpheu, fez parte do movimento coimbrão onde se destacavam nomes como os de José Régio, Casais Monteiro, Saul Dias, Branquinho da Fonseca, Miguel Torga, Almada Negreiros, entre outros.

Fausto José deixou uma vasta obra literária, hoje nenhum dos títulos está editado. Há, no entanto, duas exceções: uma antologia poética editada e publicada em 2 volumes e uma outra que assinalou a passagem do centenário do nascimento do escritor em 2003, ambas editadas pela Câmara Municipal de Armamar.

Faleceu a 26 de setembro de 1975 na sua casa em Aldeia de Cima, local onde escreveu grande parte da sua obra.

Obra Literária de Fausto José

Fonte Branca (1928); Planalto (1930); Remoinho (1933); Síntese (1934);Solstício (1940); Embalo (1942); Dona Donzela Senhorinha (1946); É El-Rey Que Vai à Caça (1951); Voz Nua (1957); Livro dos Mendigos (1966).

 

 

Francisco Gomes Teixeira

c8.7bNasceu em São Cosmado a 28 de janeiro de 1851. Inicialmente frequentou o seminário por indicação dos seus pais mas veio a desistir por sentir que a sua vocação não seria essa.

Frequentou o Liceu de Lamego e em 1874 concluiu Matemáticas na Universidade de Coimbra com a classificação final de 20 valores (atribuída pela primeira vez). No ano seguinte doutorou-se com a mesma nota e em 1876 entrava nos quadros da universidade como professor substituto.

Em 1880 foi nomeado Professor Catedrático e transferiu-se para a Politécnica do Porto onde foi admitido como Lente na cadeira de geometria descritiva.

c8.7cAté 1911 Gomes Teixeira foi diretor da Politécnica, ano em que esta passou a Faculdade de Ciências. Nesse mesmo ano foi nomeado reitor (o primeiro) da Universidade do Porto.
Faleceu no Porto a 8 de fevereiro de 1933 e foi sepultado num mausoléu de granito no interior da Igreja Matriz de São Cosmado, sua terra natal.

Francisco Gomes Teixeira foi um homem brilhante na época. Foram amplamente divulgados, a nível nacional e internacional, vários trabalhos científicos que deixou. Foi membro ou sócio destacado de várias agremiações científicas nacionais e estrangeiras. Quando abandonou a atividade do ensino participou em inúmeras conferências e foi deputado em várias legislaturas.

Quem visitar São Cosmado repara facilmente num busto em bronze que se encontra no largo junto da Igreja Matriz. Trata-se de uma réplica do busto do escritor erigido na Universidade de Coimbra.

 

José Rodrigues Cardoso

Nasceu em Vila Seca a 20 de novembro de 1864, filho de pequenos proprietários rurais.
Emigrou para o Brasil para se ir juntar ao seu irmão António onde foi sócio de uma empresa que, fruto de sucesso financeiro, lhe permitiu criar fortuna.

Ao seu irmão António, entretanto já regressado a Portugal, deu a incumbência de mandar fazer a exploração de água para abastecimento de Vila Seca. Foram construídos um depósito, um tanque e três fontanários.

Mandou projetar e construir o hospital de Vila Seca. Para coordenar os trabalhos de construção, instalação e administração deste equipamento nomeou o seu amigo, Dr. Bento Carqueja, então diretor d’O Comércio do Porto. E porque para funcionar o hospital precisava de energia elétrica, José Cardoso, com o acordo da Câmara Municipal de Armamar, promoveu a instalação das linhas que alimentaram não só o hospital como toda a povoação.

José Rodrigues Cardoso faleceu a 27 de janeiro de 1928, já em Portugal na Foz do Douro, onde vivia num palacete, que mandou construir, com Olívia de Magalhães, filha do proprietário da Quinta de Vilarinho.

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