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Feiras, Festas e Romarias

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As festividades em honra dos santos padroeiros das aldeias de Armamar têm vindo a perder o fulgor de outros tempos. No entanto, ainda se podem enumerar uma série delas que resiste muito por força do investimento dos emigrantes que, longe da sua terra natal, gostam de vir para celebrar e viver com os seus conterrâneos as tradições dos seus antepassados.

As feiras que se realizavam em simultâneo, pelo menos em parte dessas festas, já foram verdadeiros acontecimentos de relevo na vida das populações. De facto, antigamente as feiras constituíam importante fonte de provimento dos lares onde se encontrava tudo. Mas o cenário foi mudando: surgiram as “vendas” da aldeia, pequenos estabelecimentos onde normalmente também funcionava a taberna, que vendiam tudo o que era essencial.

c8.5bDepois o desenvolvimento económico e social, sobretudo nas últimas duas décadas, trouxe outra realidade: surgiram os mini e os supermercados, mais tarde os hipermercados que, a par da melhoria nas acessibilidades, vieram alterar muito os hábitos. As feiras estão hoje longe dos tempos gloriosos de outrora e quanto mais pequeno é o meio em que se realizam pior.

Em Armamar, para além das feiras de romaria ainda existentes (mesmo que sem o fulgor de outros tempos) ainda se realiza também a feira quinzenal, nas segunda e quarta segundas-feiras do mês, que alterna com a de Moimenta da Beira.

Eis algumas das romarias e feiras mais importantes que marcaram ao longo dos tempos a cultura, tradições e costumes das gentes de Armamar. Referem-se também todas as festas em honra de santos padroeiros que ainda acontecem por todo o Município.

 

Feira da Ladra

Era antigamente uma das mais importantes em todo o Município. Tinha lugar logo a seguir às vindimas em Armamar e as pessoas vinham das aldeias em grande número, com mais dinheiro nessa altura resultante do trabalho nas vindimas do Douro. Esta feira já não existe há muito tempo.

 

Romaria a São Lázaro

A romaria de São Lázaro realizava-se no domingo anterior ao de Ramos, quinto domingo da Quaresma, em Armamar. As pessoas vinham de todo o Município para cumprir as suas promessas. Vinham pastores com os seus rebanhos para a bênção do gado: davam três voltas à capela com o gado a correr e depois recebiam a bênção pelo Padre.

A feira que acontecia em simultâneo contava com a presença de doceiras de todo o Município, e de fora, que se espalhavam ao longo do caminho entre a Igreja Matriz e a capela de São Lázaro para vender aos namorados as roscas que eles haviam de oferecer às namoradas e os pitos que lhes cabia a elas oferecer aos seus amores.

Hoje já não se benze o gado e o cerimonial resume-se a uma pequena procissão. As doceiras agora são apenas uma ou duas senhoras que persistem e, junto da Igreja Matriz, ainda vendem os seus doces recordando e mantendo a tradição de outros tempos.

 

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Romaria a São Gregório

Celebrava-se a 12 de março em Santa Cruz junto da capela do santo. Em tempos passados o santo era venerado de forma especial pelos trabalhadores das quintas do Douro, uma vez que a partir desta data eles passavam a ter direito às merendas, que eram depois retiradas no dia da Sra. dos Remédios, a 8 de setembro.

Tinha também lugar uma feira muito concorrida porque eram comercializados essencialmente produtos e utensílios para a agricultura, artesanato (latoaria) e doçaria (as falachas). Também era nesta feira que se vendiam os piões com que as crianças se divertiam em alegres brincadeiras.

Atualmente a festa é feita a 20 de agosto (e não acontece todos os anos). A feira ainda se realiza a 12 de março mas já não tem o peso que tinha antigamente.

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Romaria a São Domingos e Feira Franca de Fontelo

c8.5dFONTELO organiza uma das principais e mais concorridas romarias do Município. Acontece todos os anos nos dias 3, 4 e 5 de agosto. A tradição remonta à Idade Média. Nessa altura a importância da romaria era tal que a Câmara de Lamego era obrigada a tomar parte, juntamente com os vigários capitulares da Sé, clérigos, os Franciscanos do convento de S. Francisco e muita gente da cidade e seus arredores. Era costume distribuir-se um jantar, no final das cerimónias, aos participantes na procissão.

A Feira Franca acontece a 3 de agosto e marca o início das festividades.

 

Feira da Consoada

A 24 de dezembro ainda se realiza em Armamar no recinto da feira quinzenal, muito embora nos últimos anos se note menos adesão quer de feirantes quer de pessoas em busca das últimas provisões para o Natal. Antigamente uma das coisas que as pessoas mais procuravam nesta feira era a raia fresca, para cozer à noite com o bacalhau ou em substituição deste.

 

Romaria a Nossa Senhora das Dores e Feira de Santiago

A romaria teve o seu início no primeiro domingo de setembro do ano de 1860. A feira que aqui se realizava ficou famosa por aqui se comercializarem produtos ligados à agricultura e à criação de gado.

Em 1938 a Câmara Municipal, então presidida pelo Padre Fausto Guedes, viu-se forçada a mudar o dia da feira para sábado cedendo assim às pressões do clero que não via com bons olhos a feira ao domingo. A mudança deu origem a grandes protestos por parte das gentes da freguesia e de todo o Município. Chegou mesmo a intervir a Legião Portuguesa para garantir a ordem pública.

Tudo se resolveu. Ainda se realizou à terça-feira mas acabou por voltar a realizar-se aos domingos, o que ainda acontece. A festa religiosa, por seu lado, perdeu muito do seu esplendor e resume-se hoje às celebrações litúrgicas simples no dia da santa, 15 de setembro.

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