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Artesanato

Num Município de interior e onde o desenvolvimento económico passou ao longo dos tempos pela atividade agrícola éc8.1 natural que em tempos mais recuados tenham existido todo um conjunto de atividades de suporte que “forneciam” utensílios diversos de trabalho.

Assim se percebe a abundância de artífices que por todo o Município se dedicavam à criação e fabrico de ferramentas e acessórios diversos, sobretudo para a atividade agrícola. Latoeiros, cesteiros, tanoeiros e soqueiros trabalhavam com o propósito de dar resposta às necessidades dos lavradores.

O Cesteiro

A Cestaria teve muita importância nos últimos dois séculos. A matéria-prima estava ali mesmo à mão: vimes havia-os na borda dos cursos de água; a madeira era de castanho que existia em quantidade no Município.

Era preciso fazer os cestos vindimos que eram utilizados nas quintas do Douro na época das vindimas. A par destes havia depois toda uma série de cestos e cestas, de diversos tamanhos e feitios, todos eles com funções específicas: a cesta do jantar, da merenda, da apanha da fruta, etc.

c8.1bHoje em dia o cenário é bem diferente: os cestos vindimos deram lugar aos sacos, numa primeira fase, e depois aos baldes, ambos de plástico. A produção manual dos cestos deu lugar à produção em massa de grandes quantidades de artigos em plástico, o que teve reflexos no preço de venda do produto final.

Latoaria

A existência dos latoeiros explica-se da mesma forma, isto é, havia um conjunto de utensílios, de várias formas e tamanhos, para responder a outras tantas necessidades: funis, canecas, talhas (vasilhas em que se armazenava o azeite), etc. Também aqui a industrialização e a massificação do recurso ao plástico ditaram a mudança.

O Soqueiro

Os soqueiros eram há uns anos atrás os sapateiros do povo. Muitas são as pessoas que ainda guardam estas relíquias que os nossos antepassados usavam no seu dia a dia de trabalho no campo. Hoje as coisas já não são assim e este tipo de calçado é agora visível nos trajes dos ranchos folclóricos e grupos de cantares tradicionais que preservam a música, o traje e a cultura desses tempos passados.

O Tanoeiro

c8.1cFinalmente a tanoaria, indústria de fabrico dos barrris, pipas e tonéis em madeira, recipientes utilizados para armazenar o vinho, ou as dornas (grandes recipientes de madeira onde as uvas colhidas nas vinhas seguiam para os lagares) para as vindimas que eram transportadas em carros de bois douro abaixo e douro acima. Foi uma atividade muito importante num Município que desde a instituição da Região Demarcada do Douro está ligado à produção do Vinho do Porto.

Recentemente o aço inox veio introduzir mudanças no armazenamento dos vinhos mas felizmente continua a utilizar-se a madeira para determinados estágios de desenvolvimento do Vinho do Porto. Mesmo assim a procura das pipas e tonéis em madeira caiu a pique, as dornas agora são também em aço inox, e esta atividade artesanal segue o mesmo caminho do esquecimento que as restantes.

Em Armamar (freguesia de Queimadela) existe ainda um tanoeiro que desenvolve a atividade, que herdou do pai, mas é já para fabricar réplicas em miniatura de todos estes utensílios para fins promocionais e de apoio à atividade turística.

 

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