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União das Freguesias de Arícera e Goujoim

Arícera

aricera

Arícera fica a sudeste de Armamar. O povoamento desta terra é muito antigo. A avaliar pelos vestígios arqueológicos presentes, Arícera terá sido, na época romana, uma “villa” rústica onde se explorava minério. Ainda há relativamente pouco tempo era possível encontrar em Arícera casas com cobertura em colmo. Do património histórico destacam-se vestígios da civilização dolménica, da ocupação castreja e ainda a igreja matriz de invocação a São Cristóvão, em tempos filial da igreja de São Miguel de Armamar.

A agricultura praticada é de mera subsistência, uma vez que o solo, característico de região montanhosa e de declives acentuados, é pobre. Os produtos mais cultivados ao longo dos tempos têm sido o cereal (centeio e cevada), a batata e, mais recentemente, a maçã e a pera.

 

Goujoim

goujoim

Goujoim está situada a leste de Armamar, junto do rio Tedo. É um povoado concentrado com arquitetura característica das aldeias isoladas. Da localidade faz ainda parte o lugar da Ribeira de Goujoim.

Os inúmeros vestígios arqueológicos aqui encontrados são prova mais que evidente da ocupação remota deste lugar. Goujoim é talvez a localidade com o património arqueológico mais rico de todo o município.

O interesse arqueológico pode perceber-se se enumerarmos alguns pontos de interesse que merecem uma visita: o castro situado numa eminência rochosa voltada para o Tedo com grande parte das suas muralhas ainda intacta; a necrópole do Mogo composta por diversos túmulos, um deles antropomórfico (com a forma do corpo humano); o marco miliário, exemplar único em Portugal, só se conhecendo a existência de mais dois em Espanha; a fonte romana situada na zona do castro, o pelourinho na praça central da aldeia, exemplar único no Município, entre muitos outros.

De facto Goujoim é uma aldeia repleta de história. Sede de Concelho na primeira metade do século XVI conserva ainda a casa da Câmara (e cadeia) com a sineira medieval, atributo das residências municipais e o pelourinho (segunda metade do século XVII). A importância histórica de Goujoim está também bem patente no número de casas solarengas que preenchem o centro habitacional da aldeia, com especial destaque para a Casa Preta.

O lugar da Ribeira de Goujoim, situado na margem direita do rio Tedo, é também um pequeno povoado caracterizado por uma vida comunitária com laços estreitos de vizinhança e onde as tradições comunitárias já desaparecidas em todo o lado aqui se fazem ainda sentir.

É na Ribeira de Goujoim que se encontram as Caldas da Moura, ou Fonte de D. Moira. Aqui a natureza fez nascer uma água considerada por muitos médicos e especialistas como benéfica para cura de muitas doenças. Esta água foi muito usada pelo médico municipal, Dr. Scipião José de Carvalho (1865-1926) em doentes seus tendo alcançado bons resultados. Também o médico Dr. João de Araújo Correia a usou, tendo deixado um opúsculo (1948) em que refere casos de sucesso na cura de doenças por administração desta água. Infelizmente, a mobilização de terras para abertura de uma estrada terá provocado a mistura de diferentes nascentes e esta água com propriedades tão particulares terá perdido as suas características Singulares.

 

Website de Goujoim

 

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